Gabarito comentado
Os enclaves fortificados, analisados por Teresa Caldeira em obras como 'Cidade de Muros', evidenciam que a segregação socioespacial contemporânea é também voluntária: a elite se retira do espaço público, esvaziando o potencial de convivência e de pressão política que os espaços comuns oferecem, ao mesmo tempo que aprofunda as desigualdades territoriais.
Resolução passo a passo
O texto descreve os enclaves fortificados como espaços em que a elite se isola do restante da cidade, criando serviços internos e reduzindo o contato com os espaços públicos. Isso aprofunda a segregação socioespacial, pois a separação física se combina com o enfraquecimento da pressão política por melhorias coletivas. Afirmar que esses espaços promovem integração social contraria o texto, que mostra fechamento e controle do contato com o exterior. Dizer que a elite passa a ocupar periferias distantes ignora que os condomínios fechados se instalam em localizações diversas, muitas vezes centrais ou nobres. Vincular enclaves a redução da especulação imobiliária não tem sustentação no texto, que não aborda a dinâmica de preços. Associar os enclaves à democratização dos espaços públicos inverte a lógica: o texto aponta justamente o esvaziamento dos espaços coletivos. Por isso a alternativa correta é a primeira.
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