Gabarito comentado
A crítica de Hume ao eu substancial radicaliza o empirismo: se toda ideia vem da experiência e não se percebe um eu além das percepções, então a identidade pessoal é uma ilusão produzida pela mente habituada a encadear percepções. Esse argumento antecipa debates modernos em filosofia da mente e neurociência sobre o que chamamos de 'eu'.
Resolução passo a passo
O texto apresenta Hume procurando internamente por um eu substancial e só encontrando fluxos de percepções, concluindo que a ideia de identidade permanente é uma ficção gerada pelo hábito mental. A terceira alternativa expressa exatamente essa conclusão cética. A primeira é a posição racionalista, que Hume critica ao negar que a razão pura capte um eu substancial permanente. A segunda mistura o conceito político de vontade geral de Rousseau com a questão epistemológica e psicológica da identidade pessoal, categorias distintas. A quarta é o inatismo de Descartes, que Hume refuta com seu empirismo radical, dado que para ele nenhuma ideia complexa é inata. A quinta retoma o contratualismo, alheio à discussão sobre identidade pessoal no trecho. Portanto, a conclusão de Hume é que o eu é uma ficção construída pelo hábito sobre percepções.
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