Ciências HumanasPeríodo Colonial e Economia Açucareira/MineradoraDifícil

Questão de Período Colonial e Economia Açucareira/Mineradora — ENEM

Um estudo clássico sobre a formação da sociedade colonial descreve o engenho açucareiro como um pequeno mundo dominado pela casa-grande, residência do senhor e de sua família, em oposição à senzala, onde viviam as pessoas escravizadas. Nesse arranjo, o senhor de engenho concentrava poder econômico, político e até judicial sobre todos que viviam em suas terras, incluindo agregados, trabalhadores livres pobres e escravizados. A autoridade patriarcal organizava as relações sociais, e a distância entre a casa-grande e a senzala expressava, no espaço, a profunda desigualdade entre senhores e escravizados. Mesmo havendo trocas culturais intensas entre esses grupos, a hierarquia permanecia rígida. Com base nessa descrição, qual aspecto da sociedade açucareira o texto evidencia?
AA existência de uma sociedade igualitária, sem distinções entre senhores e trabalhadores.
BO caráter patriarcal e hierárquico, com o senhor de engenho concentrando poder sobre a propriedade.
CA organização democrática do poder, partilhado entre os moradores do engenho.
DA ausência de escravidão e a predominância do trabalho livre e assalariado.
EA inexistência de trocas culturais entre senhores e escravizados.

Gabarito comentado

A análise da casa-grande e da senzala, associada a Gilberto Freyre, revela uma sociedade patriarcal e desigual, em que a autoridade do senhor estruturava as relações sociais, mesmo diante de intensas trocas culturais. Reconhecer essa hierarquia ajuda a compreender a desigualdade que marcou a formação social brasileira.

Resolução passo a passo

O texto descreve o engenho como um mundo dominado pela casa-grande, com o senhor concentrando poder econômico, político e judicial, em oposição à senzala dos escravizados, sob autoridade patriarcal. Isso evidencia o caráter patriarcal e hierárquico da sociedade açucareira, em que o senhor de engenho mandava sobre todos os que viviam na propriedade. A primeira alternativa contradiz o texto, já que ele descreve profunda desigualdade, e não igualdade. A terceira também é incorreta, uma vez que o poder não era partilhado democraticamente, mas concentrado no senhor. A quarta nega o conteúdo do texto, ao passo que a escravidão é central na descrição, e não o trabalho livre. A quinta erra, pois o próprio texto menciona trocas culturais intensas, ainda que mantida a hierarquia rígida. Logo, a segunda alternativa é a correta.

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