Ciências HumanasEra Vargas e PopulismoDifícil

Questão de Era Vargas e Populismo — ENEM

Em agosto de 1954, no segundo governo de Getúlio Vargas, eleito desta vez pelo voto direto, o presidente enfrentava forte pressão de opositores civis e militares que exigiam sua renúncia em meio a uma grave crise política. Em um documento deixado antes de seu suicídio, ele escreveu, em síntese, que serenamente daria o primeiro passo no caminho da eternidade e saía da vida para entrar na história, afirmando ter sido vítima dos interesses de grupos contrários às conquistas do povo. Divulgado às massas, o texto provocou comoção popular e reações contra os adversários do governo, alterando o clima social do país e adiando temporariamente projetos das forças de oposição. A cultura política brasileira foi marcada por esse episódio. Depreende-se do documento que Vargas buscou, com suas palavras finais, sobretudo:
AReconhecer publicamente os erros administrativos de seu governo e pedir desculpas à oposição.
BApresentar-se como defensor do povo vitimado por interesses contrários, mobilizando o apoio popular contra seus adversários.
CRenunciar formalmente ao cargo e indicar de modo pacífico um sucessor escolhido pelos militares.
DAnunciar a adesão do Brasil a um bloco socialista internacional liderado por potências estrangeiras.
EConvocar imediatamente novas eleições diretas para legitimar a continuidade de seu projeto político.

Gabarito comentado

A carta-testamento de 1954 é exemplar do discurso populista de Vargas, que se colocava como protetor do povo diante de inimigos poderosos. A comoção provocada pelo gesto adiou planos da oposição e revela como a construção simbólica do líder pode mobilizar emoções coletivas em momentos de crise.

Resolução passo a passo

O documento descrito retoma a carta-testamento de Vargas, em que ele se apresenta como vítima de grupos contrários às conquistas do povo e diz sair da vida para entrar na história. A intenção, evidenciada pela comoção popular e pelas reações contra a oposição, era projetar-se como defensor do povo e mobilizar apoio contra os adversários, como afirma a segunda alternativa. A primeira contradiz o texto, que não traz desculpas nem reconhecimento de erros. A terceira erra, já que não houve renúncia, mas suicídio. A quarta inventa uma adesão socialista ausente do documento. A quinta atribui ao texto uma convocação eleitoral inexistente. Logo, o objetivo era mobilizar o apoio popular em sua defesa.

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Questão de Era Vargas e Populismo para o ENEM — com Gabarito Comentado | SimulENEM