Gabarito comentado
A memória imunológica é o fundamento das vacinas. Na resposta primária, linfócitos B e T específicos proliferam e parte deles se diferencia em células de memória. Na resposta secundária, essas células reconhecem o antígeno com rapidez e produzem anticorpos em alta quantidade e afinidade. Esse mecanismo explica por que vacinados raramente desenvolvem a doença grave quando expostos ao agente real.
Resolução passo a passo
A resposta imune secundária é mais rápida e intensa devido à presença de células de memória imunológica, linfócitos B e T de longa vida, gerados durante a resposta primária. Ao reencontrar o antígeno, essas células se proliferam rapidamente e produzem grandes quantidades de anticorpos com alta afinidade, o que explica o perfil da curva secundária; por isso a quinta alternativa é a correta. A ideia de que o antígeno é completamente destruído na resposta primária e que não ocorre reação na segunda exposição é equivocada, pois é justamente o recontato que desencadeia a resposta amplificada. As células plasmáticas produzidas na resposta primária têm vida curta, de modo que a produção contínua de anticorpos por anos sem novo estímulo não ocorre de forma significativa. Neutrófilos fazem parte da imunidade inata e inespecífica, e seu aumento não explica a especificidade da memória imunológica. A fusão de linfócitos T com células do patógeno não ocorre dessa forma; os linfócitos reconhecem o antígeno por receptores de superfície e ativam respostas específicas. Apenas as células de memória explicam corretamente a base celular da resposta secundária.
Quer mais questões de Microbiologia e Parasitologia (Doenças causadas por Vírus, Bactérias e Protozoários)?
Monte um simulado focado neste subtema e acompanhe sua evolução.