Gabarito comentado
A teoria endossimbiótica sustenta que mitocôndrias e cloroplastos descendem de bactérias engolfadas por fagocitose e mantidas como simbiontes. As provas moleculares incluem DNA circular, ribossomos 70S, dupla membrana e divisão por fissão binária, características inexistentes nas demais organelas eucariontes e comuns às bactérias, consolidando essa hipótese como um dos pilares da biologia evolutiva.
Resolução passo a passo
A teoria endossimbiótica de Margulis propõe que mitocôndria e cloroplasto se originaram de bactérias engolfadas por células hospedeiras ancestrais. As evidências descritas na pesquisa — dupla membrana, DNA circular próprio, ribossomos do tipo procariontes (70S) e reprodução por fissão binária — correspondem exatamente a essas duas organelas, confirmando a quarta opção. A mitocôndria esteve presente já nas primeiras células eucariontes aeróbicas, enquanto o cloroplasto surgiu em células ancestrais das plantas. Ribossomo e complexo de Golgi, da primeira alternativa, não possuem DNA próprio nem dupla membrana de origem endossimbiótica. Lisossomo e vacúolo, da segunda, derivam de vesículas do retículo e do Golgi, sem relação com simbiose bacteriana. Núcleo e retículo endoplasmático, da terceira, teriam se originado de invaginações da membrana plasmática, mecanismo diferente. Centrossomo e citoesqueleto, da última, não têm DNA circular nem fissão binária.
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