Gabarito comentado
Os prions quebram o dogma central de que agentes infecciosos precisam de material genético para se propagar. Sendo proteínas de conformação anormal, induzem outras proteínas a adotar a mesma forma defeituosa em cascata, destruindo progressivamente o tecido nervoso. Esse mecanismo único desafia os métodos convencionais de esterilização e representa uma fronteira da microbiologia e da neurociência.
Resolução passo a passo
Os prions são proteínas de conformação anormal que se propagam ao induzir proteínas normais do hospedeiro a adotarem a mesma estrutura defeituosa, sem necessitar de material genético. Esse mecanismo é único entre os agentes infecciosos conhecidos; por isso a quarta alternativa é a correta. Vírus de RNA invadem células e usam a maquinaria do hospedeiro para replicar seu material genético, o que é completamente distinto do mecanismo priônico que não envolve ácidos nucleicos, tornando a primeira opção incorreta. Bactérias esporuladas são procariontes com material genético que produzem esporos como forma de resistência; as doenças priônicas não envolvem bactérias nem toxinas bacterianas, eliminando a segunda alternativa. Protozoários são eucariontes unicelulares com material genético que parasitam células do hospedeiro; eles não causam as encefalopatias espongiformes descritas, o que invalida a terceira opção. Fungos são eucariontes que também possuem material genético e não atuam pelo mecanismo de dobramento proteico anormal; as micoses do sistema nervoso central têm natureza completamente distinta das doenças priônicas, descartando a quinta alternativa. Apenas a característica de ser uma proteína sem ácido nucleico, propagada por indução de dobramento, distingue os prions de todos os outros agentes.
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