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Questão de Demografia, Fluxos Migratórios e Estrutura Etária — ENEM

Em diferentes países, o envelhecimento da população vem colocando sob pressão os sistemas de previdência social baseados no princípio de repartição, pelo qual os trabalhadores ativos de hoje financiam as aposentadorias de quem já encerrou sua vida laboral. À medida que a proporção de idosos cresce e a de jovens encolhe, a relação entre contribuintes e beneficiários se deteriora: cada vez menos trabalhadores sustentam cada vez mais aposentados. Especialistas em políticas públicas apontam que, sem reformas estruturais ou fontes alternativas de financiamento, esses sistemas correm risco de insolvência no médio prazo. O Brasil, com a aceleração do envelhecimento prevista para as próximas décadas, enfrenta esse desafio de forma crescente, segundo relatórios do Ministério da Previdência. Considerando a relação entre a estrutura etária de uma população e a sustentabilidade dos sistemas de previdência social, qual é o principal efeito demográfico que pressiona o equilíbrio financeiro desses sistemas?
AO aumento da taxa de fecundidade, que eleva o número de dependentes infantis.
BA redução da proporção de trabalhadores ativos em relação ao número de aposentados.
CO crescimento do saldo migratório positivo, que atrai populações jovens do exterior.
DA elevação da taxa de mortalidade infantil, que reduz a força de trabalho futura.
EO êxodo rural, que concentra idosos nas cidades e gera pressão nos serviços urbanos.

Gabarito comentado

A relação entre envelhecimento demográfico e previdência social é um dos temas mais relevantes das políticas públicas contemporâneas. Compreender que sistemas de repartição dependem de uma proporção adequada entre contribuintes e beneficiários permite avaliar criticamente os argumentos em torno de reformas previdenciárias.

Resolução passo a passo

O texto explica que os sistemas de repartição dependem de que trabalhadores ativos financiem aposentados, e que o envelhecimento deteriora essa relação ao reduzir os contribuintes e aumentar os beneficiários. A alternativa que melhor traduz esse desequilíbrio é a redução da proporção de trabalhadores ativos em relação ao número de aposentados, o que é exatamente o efeito descrito. O aumento da taxa de fecundidade geraria mais jovens, aliviando o sistema no longo prazo, e vai na direção contrária ao problema descrito. O crescimento do saldo migratório positivo com população jovem seria, na verdade, uma solução parcial, não o problema. A elevação da mortalidade infantil prejudicaria a força de trabalho futura, mas não é o principal vetor de pressão imediato descrito no texto. O êxodo rural trata de distribuição espacial, não diretamente do desequilíbrio entre contribuintes e beneficiários. Por isso, o principal efeito é a redução relativa dos trabalhadores ativos.

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